No Pará, o seguro defeso pago a pescadores foi utilizado por interesses eleitoreiros, conforme documenta matéria publicada na edição de domingo do Jornal Diário do Pará."O Estado teria hoje 130 mil pessoas cadastradas como pescadores", diz a reportagem assinada pelo jornalista Carlos Mendes.
O Ministério Público Federal e a Policia Federal investigando este número a fundo, poderá vir a constatar uma das maiores fraudes envolvendo falsos pescadores em todo o Brasil.
"As quadrilhas fazem a festa com os recursos federais em municípios como Abaetetuba, Ponta de Pedras, Mocajuba, Limoeiro do Ajuru, Breu Branco, Tucuruí, Chaves, Muaná, Cametá e Moju.", diz a reportagem.
Carlos Mendes revela como ocorre a fraude: o presidente da Colônia de Pescadores da respectiva zona, "recolhe os documentos das pessoas que são pescadores e dos falsos que não têm nenhum vinculo com a pesca".Carteiras de pescadores são emitidas e a partir daí, depois de serem cadastrado no sistema, o "pescador" passa a receber um salário mínimo durante toda a época do defeso, que é o período em que a pesca é proibida.
A reportagem cita, como fazendo parte do suposto esquema, o deputado estadual Miriquinho Batista(PT) e o ex-superintendente da pesca, Paulo Sergio Souza.
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